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Histórias para contar

Conheça um pouco da vida de um dos responsáveis pela criação do Buritis

                Na edição de outubro do JORNAL DO BURITIS, trouxemos como matéria principal o lançamento do livro "Da Memória para a História", que traz em suas páginas boa parte da história de como surgiu o nosso bairro. Para ilustrar a reportagem, conversamos com pessoas que foram fundamentais para a criação do livro, entre elas o senhor Aggêo Lúcio Gualberto Ribeiro, filho de Aggêo Pio Sobrinho, dono da Fazenda Tebaidas, terreno onde mais tarde seria fundado o Buritis. Na obra, Aggêo Lúcio falou de como foi fundamental a participação sua e de seus irmãos na criação do bairro. Contudo, muitos dos nossos leitores também ficaram curiosos para saber um pouco mais sobre como é a vida deste senhor de 80 anos, figura tão marcante em nossa história. E é isto que iremos mostrar agora!

            Aggêo Lúcio é casado, pai de três filhos, avô de cinco netos. Por conta própria ainda não desfruta da aposentadoria. Faz questão de comparecer todos os dias ao seu escritório, localizado em um edifício no bairro Cruzeiro, onde lida com corretora de seguros e imóveis. Porém, basta correr uma vez os olhos em sua sala para perceber que sua vida está muito longe da monotonia. As paredes estampam fotos dos mais diversos lugares do país e do mundo por onde passou. E todas elas ilustram sua maior paixão: a pescaria. O hobby traz desde criança, ainda influenciado pela presença do pai. "Fui criado na Fazenda Tebaidas. Lá, papai criava carpas e traíras. Além disso, o córrego da Ponte Queimada, que atravessa o Buritis, tinha bagres e acarás. Ali eu peguei os primeiros peixes em minha vida e me tornei um fanático pescador".

            Outra grande paixão de Aggêo Lúcio é a política, ainda jovem participou de importantes movimentos como a UDN - União Democrática Nacional, apesar de hoje lamentar esta decisão. De toda forma, nunca largou o gosto por discutir como anda as diretrizes de nosso país. "Sempre me interessei por atividades políticas, sem entretanto me candidatar a qualquer cargo eletivo ou pegar uma "boquinha" em serviço público. Gosto mesmo é do "agito" político-partidário", diz.

Sobre o Buritis

            Ouvir a opinião sobre o Buritis de uma pessoa tão fundamental para a existência do bairro - ao lado dos irmãos, Aggêo Lúcio permitiu o loteamento da Fazenda Tebaidas - é muito importante. Mesmo não morando aqui, o filho de Aggêo Pio ainda possui alguns imóveis no Buritis e um de seus filhos também reside no bairro. Isto faz com que constantemente frequente o Buritis e conheça as suas qualidades e problemas, que para ele, se entrelaçam pela enormidade que a região alcançou.

            Quando criou o loteamento, nem nos mais distantes sonhos Aggêo Lúcio imaginaria que o Buritis ganhasse tamanha proporção. Se encanta em ver o bairro se tornar uma potência populacional e econômica. Contudo, sabe muito bem que ele não foi estruturado para tal e deverá sofrer as consequências. "Aqui foi um loteamento residencial e, de repente, se tornou um loteamento de prédios. Por isso o caos no trânsito e muito provavelmente se estenderá a outras áreas em um futuro próximo", conclui.

Livro

            Fazer parte do livro que fala da história do Buritis não foi nada de muito novo para Aggêo Lúcio. Na verdade, ele já teve participação muito maior em uma obra. "Não passei pela vida em brancas nuvens" é um livro não comercial que conta a trajetória de sua vida, feito à época em homenagem às bodas de ouro completadas com sua esposa Anamaria Martins Vieira Ribeiro. Nela, garante que não fugiu nenhum tema polêmico. "Eu sempre brinco dizendo que não sei se nesse livro foi escrita a minha biografia ou divulgada minha folha corrida". 

 
 

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